quinta-feira, 30 de junho de 2011

Viajando

Esta noite viajei para os Estados Unidos. Saí de Cumbica as 9:10pm, cheguei em Chicago por volta das 5:30am, embarco as 8:30am para Milwaukee e chego por volta das 12:00am. Ainda estou a caminho.
O campeonato terá início na sexta, isso é bom porque posso descansar hoje. É  bom chegar antes, pois às vezes fica muito cansativo chegar no dia do jogo.
Este campeonato é importante para mim, pois além de ter fator 20 no ranking mundial conhecerei as atletas do México e USA que posso encontrar em novembro no Parapan- Americano. Sei que tenho condição de chegar lá.
Volto na terça-feira logo pela manhã, com uma e se possível até duas medalhas. Desejem-me boa sorte, pois saber que vocês estão torcendo por mim já da uma força que vocês nem imaginam.
Beijo a todos

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Para pensar..

Torneio do Ranking Paulista



No fim de semana passado joguei o Torneio Paulista  em Itapetininga e ganhei 2 medalhas de ouro, uma da minha classe 4 e uma da classe 1 a 5. O primeiro jogo foi contra a Carla, classe 1, ganhei de 3 a 0, depois contra a Milena, que ganhei de 3 a 0 e, por fim, contra a Soraria que foi 3 a 0. Esses jogos estão sendo bons pra eu ganhar ritmo de jogo. Mais fotos do evento clicando aqui


Só não gostei de uma coisa: A Eliana da AACD não foi por que não tinha ônibus adaptado. Ela até iria sozinha se o ônibus fosse adaptado, mas por não ser, ela teria que levar um acompanhante. Assim passagem iria ficar mais cara, então ela não foi.
Existe uma lei que todas as empresas e locais públicos devem ser adaptados para o acesso do deficiente físico, visual e auditivo. Só que esta lei nem sempre é cumprida. O direito constitucional de ir e vir nem sempre é garantido já que não existe a fiscalização adequada por parte das autoridades. Vamos ir atrás dos nossos direitos!








quarta-feira, 8 de junho de 2011

Nada é impossível




Temos que tentar realizar nossos sonhos, nada em nossa vida é impossível e eu sou uma prova disso.




Sempre sonhei em ir à Pedra Grande e sempre falaram que seria difícil alguém de cadeira de rodas chegar até la, mas um dia desses meu sonho foi realizado. Meu namorado Vinicius e meus amigos Mih e o DoO me chamaram pra ir, fiquei meio assim, mas fui. Foi uma aventura muito massa, um lugar maravilhoso. Lá nos esquecemos de tudo da vida e nossa única preocupação foi apreciar aquela incrível paisagem.

Hoje vejo que todos nossos sonhos podem ser realizados e que ninguém é melhor que ninguém. A vida e os amigos nos ensinam que devemos buscar nossos limites e que, quando encontrar, podemos ir além. Na vida tudo é possível, basta você querer.

sábado, 4 de junho de 2011

II Torneio do Ranking Paulista Paraolímpico


Amanhã tem campeonato na cidade de Itapetininga e estou me preparando para encarar as disputas com Milena, Soraia e Eliana. Mesmo com a diferença de classes (Eliana e eu classe 4 e a Soraia e Milena classe 5) espero uma boa disputa e vou fazer o melhor para voltar de lá com uma medalha.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Matéria no R7

                                        

Como tudo aconteceu

Em 2002 aos meus 12 anos de idade, não imaginava os desafios que a vida colocaria em meu destino. No início de uma tarde, enquanto esperava o ônibus para ir à escola, por azar do destino fui atingida pela estrutura do ponto de ônibus que caiu sobre a minha coluna. Naquele momento minha medula foi partida ao meio, rompendo assim todas as minhas esperanças futuras, que era ser jogadora de futebol. Quando os médicos me disseram que não poderia voltar a andar, me  fechei para o mundo. "Sentia vergonha da minha cadeira de rodas. Não gostava de sair de casa" .
O período de adaptação foi doloroso . "Pensava o tempo todo no futebol. Eu gostava muito de jogar e nunca mais ia poder. Ficava triste". Com o apoio da minha família, busquei tratamento em Brasília (DF), na Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação. 
Quando retornou ao interior paulista,a Jundiaí,  fui encaminhada para o Centro de Reabilitação da AACD, em São Paulo. 
Lá fiz amigos e, durante uma aula de educação física, fui convidada a jogar tênis de mesa. Meu desempenho impressionou o professor, que me  estimulou  a investir no esporte. No começo não tinha ninguém para jogar comigo, mas aos poucos superei todos os medos e me entreguei com amor ao esporte que surgiu na minha vida três anos depois do acidente.