Em 2002 aos meus 12 anos de idade, não imaginava os desafios que a vida colocaria em meu destino. No início de uma tarde, enquanto esperava o ônibus para ir à escola, por azar do destino fui atingida pela estrutura do ponto de ônibus que caiu sobre a minha coluna. Naquele momento minha medula foi partida ao meio, rompendo assim todas as minhas esperanças futuras, que era ser jogadora de futebol. Quando os médicos me disseram que não poderia voltar a andar, me fechei para o mundo. "Sentia vergonha da minha cadeira de rodas. Não gostava de sair de casa" .
O período de adaptação foi doloroso . "Pensava o tempo todo no futebol. Eu gostava muito de jogar e nunca mais ia poder. Ficava triste". Com o apoio da minha família, busquei tratamento em Brasília (DF), na Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação.
Quando retornou ao interior paulista,a Jundiaí, fui encaminhada para o Centro de Reabilitação da AACD, em São Paulo.
Lá fiz amigos e, durante uma aula de educação física, fui convidada a jogar tênis de mesa. Meu desempenho impressionou o professor, que me estimulou a investir no esporte. No começo não tinha ninguém para jogar comigo, mas aos poucos superei todos os medos e me entreguei com amor ao esporte que surgiu na minha vida três anos depois do acidente.
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